As atividades aquáticas para bebês são uma excelente oportunidade para estimular o desenvolvimento cognitivo, motor e social dos bebês a partir dos 6 meses.

A proposta pedagógica da Metodologia Gustavo Borges baseia-se em atividades lúdicas elaboradas cuidadosamente, de acordo com as características de cada fase do desenvolvimento da criança.

O objetivo principal não é ensinar a nadar e sim estimular a descoberta do corpo na água, o controle postural e respiratório e, a partir dos 2 anos, promover a capacidade de tomar iniciativa a partir das habilidades aquáticas que a criança já domina.

Porém, pensando em um desenvolvimento saudável, o motivo mais forte é, sem dúvida, o estímulo ao movimento corporal e a prevenção da obesidade infantil que atualmente é considerada um problema de saúde pública em todo o mundo.

Em julho de 2017, a Sociedade Brasileira de Pediatria (SBP) publicou o Manual de Orientação sobre Atividade Física na infância e adolescência, no qual apresenta uma recomendação geral:

“Ser fisicamente ativo todos os dias é importante para a promoção da saúde integral de crianças e adolescentes. É fundamental que as atividades sejam prazeirosas e adequadas ao estado individual de crescimento e desenvolvimento da criança/adolescente.”

O documento ainda apresenta as diretrizes específicas por faixa etária: de 0 a 2 anos de idade, de 3 a 5 anos e de 6 a 19 anos. Abaixo, reproduzimos as recomendações para crianças entre 0 e 2 anos:

  1. Bebês devem ser incentivados a serem ativos, mesmo que por curtos períodos, várias vezes ao dia.

  2. Bebês que ainda não começaram a se arrastar/engatinhar, devem ser encorajados a serem fisicamente ativos alcançando, segurando, puxando e empurrando, movendo a cabeça, corpo e membros durante as rotinas diárias e durante atividades supervisionadas no chão, incluindo tempo em decúbito frontal.

  3. Bebês que conseguem se arrastar/engatinhar devem ser encorajados a serem tão ativos quanto possível em um ambiente seguro, supervisionado e estimulante.

  4. Crianças que conseguem andar sozinhas devem ser fisicamente ativas todos os dias durante pelo menos 180 minutos em atividades que podem ser fracionadas durante o dia e ocorrerem em ambientes fechados ou ao ar livre.

  5. Os 180 minutos podem incluir atividades leves, como ficar de pé, movendo-se, rolando e brincando, além de atividades mais energéticas como saltar, pular e correr.

  6. Crianças dessa faixa etária não devem permanecer em comportamentos sedentários por longos períodos, exceto quando estão dormindo. O comportamento sedentário representa o tempo em que as crianças estão fazendo muito pouco movimento físico, como passear de carro ou ficar no carrinho de bebê. Permanecer em comportamentos sedentários por longos períodos não é benéfico para a saúde e para o desenvolvimento da criança e deve ser evitado.

  7. Até os dois anos de vida recomenda-se que o tempo de tela (TV, tablet, celular, jogos eletrônicos) seja ZERO.

Fonte: Diretrizes sobre atividades físicas para crianças de 0 a 2 anos  (adaptado de: SOCIEDADE BRASILEIRA DE PEDIATRIA. Promoção da Atividade Física na Infância e Adolescência. julho/2017, p. 03). Acesse o manual da SBP na íntegra AQUI

Manter um estilo de vida ativo na infância é um hábito que deve ser incentivado, pois está diretamente relacionado a manter-se ativo na adolescência e na fase adulta.

Em todas as idades, manter-se fisicamente ativo garante benefícios fisiológicos, como melhora da circulação sanguínea, aumento da eficiência cardíaca, prevenção de doenças associadas ao sedentarismo e à obesidade, tais como: Diabetes tipo II, hipertensão, hipercolesterolemia, alterações posturais, entre outras.

Na diretriz número 3, as SBP destaca que “bebês que conseguem se arrastar/engatinhar devem ser encorajados a serem tão ativos quanto possível em um ambiente seguro, supervisionado e estimulante.”

Nesse sentido, as aulas de atividades aquáticas para bebês cumprem todos os requisitos da recomendação oficial pois: crianças, normalmente gostam muito de água; o ambiente é especialmente preparado para receber as aulas de bebês, oferecendo segurança, decoração com motivos infantis, atividades historiadas, com música e brinquedos coloridos.

Durante uma aula na piscina, os bebês são estimulados a relacionar o movimento corporal às músicas utilizadas, agarrar e soltar objetos, sentar-se e engatinhar sobre tapetes flutuantes, além de relacionar-se com os professores, com os outros bebês e seus acompanhantes.

Pois é… Existem motivos de sobra para incentivar a entrada dos bebês nas atividades aquáticas. E agora eu inverto a pergunta. Por que não oferecer a eles essa incrível experiência de vida?

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FOTO: JK NAMI – Credenciado MGB de Ponta Porã (MS)

 

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