Dados levantados pela Secretária de Saúde do Paulista apontaram para 931 mortes por afogamento no ano de 2010. Isto é, apenas no estado de São Paulo. Diante de dados tão alarmantes, devemos agir. A fim de evitar que as estatísticas cresçam ainda mais, precisamos discutir como prevenir que demais afogamentos ocorram.

Em Novembro de 2018, 4 crianças se afogaram na represa de Guarapiranga (São Paulo) e 3 delas, com idades entre 11 e 13 anos, morreram. Nenhuma delas usava colete salva-vidas ou estava acompanhada de perto por um adulto. Além disso, nenhuma delas sabia nadar.

Decerto, aprendemos a nadar em ambientes fechados e previsíveis. Porém, os afogamentos costumam ocorrer em ambientes abertos e imprevisíveis.

3 fatores que contribuem para o afogamento infantil:

1. Ausência de um adulto responsável

Em meio as recomendações amplamente divulgadas no Brasil pela Sociedade Brasileira de Salvamento Aquático (SOBRASA), consta a orientação para manter as crianças sob acompanhamento de um adulto responsável o tempo todo – e bem de perto. Neste caso, há um braço de distância.

2. Desconhecimento do ambiente

Represas possuem correntezas. Na presença de muita ventania, a correnteza se torna mais forte e mais perigosa. O desconhecimento do ambiente e a falta de habilidade para lidar com as condições de nado em águas abertas propiciam o afogamento, inclusive em pessoas que sabem nadar. Em grande parte o nadar é ensinado em piscinas, onde o ambiente é controlado e previsível. Por esse motivo, nem todos estão preparados para enfrentar as demandas de um ambiente imprevisível, como é o caso de lagos, represas e o oceano.

3. Ausência de colete salva-vidas

Essa é uma regra que se aplica a todos, em todas as idades. Qualquer pessoa, se arrastada por uma forte correnteza, estará exposta sem colete salva-vidas.

Quanto às crianças, o risco aumenta ainda mais, uma vez que a tomada de decisões em situações adversas é extremamente baixa em menores de 12 anos.

Portanto, é profundamente importante que nos atentemos a algumas dicas a fim de prevenir os afogamentos.

O que podemos fazer para prevenir demais afogamentos?

Siga sempre as dicas básicas de segurança aquática:

  • mantenha as crianças sob a supervisão de um adulto – há um braço de distância.
  • permaneça atento o tempo todo, enquanto a criança estiver na água.
  • crie áreas de isolamento e proteção nas piscinas de condomínios, residências, chácaras, etc. Por exemplo, um portão que a criança não seja capaz de abrir sozinha evita que ela entre no ambiente sem ser vista ou caia na água, sem preparo.
  • em rios e praias, use sempre colete salva-vidas, pois a profundidade pode mudar rapidamente e existir correnteza.
  • em praias, nunca adentre locais sinalizados com bandeira vermelha ou costões próximos às pedras.
  • não pule na água para ajudar alguém que está se afogando. Ao invés disso, prefira arremessar um objeto flutuante e peça ajuda ao salva-vidas.

Por esse motivo, ensinar habilidades básicas de sobrevivência, incluir atividades de nado utilizando roupas e sapatos e deixar de usar os óculos de natação algumas vezes são atitudes que fazem parte de um programa com direcionamento para a prevenção de afogamentos.

Se você é professor de natação ou proprietário de academia, é muito importante que suas aulas contemplem atividades de segurança e sobrevivência aquática. A rede de licenciados da Metodologia Gustavo Borges inclui tais atividades regularmente em suas aulas. Conheça um pouco mais sobre o nosso método.

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *