ESTER MENDES

Uma das causas mais comuns de afogamento são as quedas acidentais na piscina. Entre os motivos para as quedas, estão: a falta de barreiras de proteção (cercas, portas e portões), escorregões, empurrões e também a tentativa de recuperar algum brinquedo que caiu na água. Em muitos dos casos, os pais não sabem ao certo qual seria a ação do filho em uma situação como essa. A criança esperaria por um adulto, tentaria alcançar o brinquedo a partir da borda ou ainda, saltaria na água?

Uma pesquisa analisou o comportamento de 76 crianças entre 1 e 4 anos de idade numa situação de alcance de um brinquedo na piscina. Foi montada uma estrutura que permitia aumentar progressivamente a distância entre o brinquedo e a borda. A primeira distância correspondia àquela considerada pelos pais como máxima para a criança. Depois de cada tentativa, a distância do brinquedo era aumentada (se bem sucedida) ou diminuída (se mal sucedida) em 5 cm. Antes de colocar a criança frente ao problema, os pesquisadores perguntaram aos pais o que eles acreditavam se a criança ficaria na borda da piscina ou entrar na água. Também havia um pesquisador dentro da água, no caso de a criança cair ou saltar.

E o que aconteceu?

As crianças usaram quatro posições diferentes de alcance ao brinquedo: sentadas, agachadas, em quadrupedia e deitadas de barriga para baixo.

 

Quando não conseguiam alcançar o brinquedo, 69,74% das crianças saltaram ou caíram na água. 53,3% dos pais sub-estimaram, 23,7% superestimaram e apenas 21,1% acertaram a distância que o filho alcançaria. Apesar disso, 78,95% dos pais já imaginavam que seus filhos pulariam na água para pegar o brinquedo.

A situação testada nessa pesquisa é bastante comum em piscinas residenciais, hotéis e clubes. A melhor forma de prevenir o afogamento é educar a criança a nunca entrar na piscina sem a presença de um adulto. Além disso, é essencial manter as crianças sempre sob supervisão de um adulto, mesmo que elas já saibam nadar.

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Referência: Cordovil, Rita & Barreiros, João & Santos, Carlos. (2010). Percepção de affordances numa situação de risco: alcançar um brinquedo na piscina. 41-49. Artigo disponível em: https://www.researchgate.net/profile/Rita_Cordovil/publication/299396108_Percepcao_de_affordances_numa_sit uacao_de_risco_alcancar_um_brinquedo_na_piscina/links/56f3eb1e08ae38d7109f4e8f/Percepcao-de-affordancesnuma-situacao-de-risco-alcancar-um-brinquedo-na-piscina.pdf?origin=publication_detail

 

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